
Independentemente do mérito estético dos cactos enxertados, existem diversos motivos que nos levam a realizar a enxertia. Entre os principais estão o desejo de acelerar o crescimento, salvar plantas que apresentam algum problema e possibilitar o desenvolvimento de plantas áureas (sem clorofila).
Para realizar esse procedimento, é necessário ter alguns cuidados e materiais básicos, como saber escolher corretamente o cavalo (porta-enxerto), utilizar ferramentas bem afiadas e esterilizadas para o corte e contar com fitas adequadas para a fixação do cavaleiro (enxerto).
A escolha do cavalo é uma etapa fundamental. Ele deve ser um cacto forte e saudável. Entre os mais utilizados estão Myrtillocactus, Harrisia, Selenicereus e Pereskiopsis, entre outros.
Após a escolha do cavalo, deve-se realizar um corte limpo em ambas as plantas, alinhando corretamente os canais condutores de seiva do cavalo e do cavaleiro. Para a fixação, utiliza-se fita adesiva, aplicando uma leve pressão para garantir o contato entre as partes.
Depois da enxertia, a planta deve ser mantida em um local bem iluminado, porém sem sol direto e sem umidade excessiva. As fitas podem ser removidas cerca de 10 dias após o procedimento. Não é recomendado realizar a enxertia em dias frios ou úmidos, pois essas condições podem prejudicar a fixação.
Após esse período, basta acompanhar o desenvolvimento da planta e observar seu crescimento 🌵






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