A polinização manual de Astrophytum é um processo encantador para quem gosta de reproduzir cactos. Para começar, é necessário ter pelo menos dois exemplares adultos, ou seja, plantas que já estejam florindo. A partir delas, é possível produzir novos indivíduos. Embora não seja um processo imediato, com paciência e persistência os resultados aparecem.

Para realizar cruzamentos com sucesso, é importante conhecer a estrutura da flor e trabalhar sempre com plantas da mesma espécie. Isso também abre espaço para experimentação, permitindo cruzamentos entre exemplares que se destacam por características específicas.

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O processo consiste em transferir o pólen (parte masculina da flor) para o estigma (parte feminina) de outra flor. Os Astrophytum não são autopolinizáveis, por isso é indispensável utilizar duas plantas. Na prática, estamos apenas imitando o que acontece na natureza, levando o pólen de uma flor até outra. Para isso, pode-se usar um pincel fino, cotonete, palito, pinça ou qualquer ferramenta com a qual você se adapte melhor.

flor do astrophytum com suas estruturas

Um ponto importante é evitar regar logo após a polinização, para não deslocar o pólen. Caso não haja outra flor disponível no momento ideal, o pólen pode ser armazenado na geladeira, em um recipiente bem fechado, sem congelar.

Permita-se testar, experimentar e criar seu próprio método. É extremamente gratificante acompanhar a formação de uma cápsula de sementes. Vale lembrar também que, mesmo com a polinização manual, insetos como abelhas podem interferir no processo.

Fique atento: em breve continuaremos esse tema com a colheita de sementes e a formação de berçários! 🌵

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Cactário Menezes

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